sexta-feira, 20 de maio de 2016

quarta-feira, 27 de abril de 2016

VISCONDE

MARTINS MANSO, José Manuel

Nasceu em Bemposta, concelho de Mogadouro, em 16.7.1971. Foi único visconde de Vale Pereiro. Casou, na Guarda, a 30 de Agosto de 1898, com D. Isabel Maria Martins Manso, que morreu em Alfândega da Fé, a 20 de Junho de 1913, filha de Manuel António Martins Manso e de sua mulher, D. Ana da Natividade Telo. O título de Visconde de Vale Pereiro foi lhe concedido por Decreto de 8 de Julho de 1897 (D. Carlos I). Dos 1°s Viscondes nasceu um filho, Alberto António Martins Manso, que casou com D. Josefina Pinto da Fonseca Menéres e que têm descendentes, e também uma filha, D. Rosa Cândida Telo Manso, que casou com Francisco José de Lemos Mendonça, e tiveram Joaquim Manuel Manso Lemos de Mendonça, que casou, a 3 de Maio de 1952, com a filha do 40 Marquês de Ponte de Lima, D. Maria Manuel Xavier de Lima da Silveira de Vasconcellos, que nasceu no Porto a 18 de Agosto de 1931. Juntei às minhas notas um recorte deste jornal, de 13 de Setembro de 1996, que anuncia a morte da filha do titular, cujo nome completo era D. Rosa Maria Cândida Tello Martins Manso de Mendonça. Quanto aos Barões de Viamonte da Boavista não tenho a certeza do local de nascimento, mas o 1° Barão, José Joaquim de Viamonte, que nasceu a 2 de Janeiro de 1791, foi coronel de Milícias de Vila Real e ulteriormente capitão do exército, condecorado com as medalhas de 3 campanhas da Guerra peninsular. Casou a 31 de Agosto de 1836, com D. Silvina Severa da Cunha. filha de João da Cunha Pinto, fidalgo da Casa Real, e de sua mulher, D. Rosa Joaquina Baptista, tendo deixado geração. O título de Barão foi lhe concedido por Decreto de 17 de Fevereiro de 1848, por D. Maria II. Foi 2° Barão José Dias de Oliveira da Cunha de Viamonte, que nasceu no Porto a 2 de Janeiro de 1839. Formou se em Direito pela Universidade de Coimbra (1859) e já em 1858 fundou e redigiu o jornal político "A Liberdade", que surgiu com tal apresentação e grafia que parecia obra de jornalista já muito experiente. Colaborou noutras publicações do Porto e Coimbra, nomeadamente na "Página da Universidade", célebre livro panfleto de Vieria de Castro. Abriu banca de advogado no Porto, onde se manteve pouco tempo, pois em 1860 estabelecia residência em Leiria, onde se fixou os restantes anos de sua vida. Na cidade do rio Lis fundou "O Leiriense", jornal político aparecido a 2 de Janeiro de 1863 e que teve uma vida bastante agitada. Exercendo a advocacia, conquistou um lugar de relevo, graças aos seus méritos próprios e aptidões profissionais.
Dedicou-se também à agricultura, tendo estabelecido residência na Quinta dos Andrinos, nos arredores de Leiria, herdada de seu sogro. Também se salientou imenso neste campo, pois as frutas de suas propriedades chegaram a ter fama nacional. Casou com D. Augusta Amélia de Faria Pinho e Vasconcellos, a 19 de Novembro de 1859, que nasceu a 24 de Outubro de 1839, filha dos Barões de Salgueiro. O título de 2° Barão de Viamonte da Boavista foi lhe renovado por Decreto de 24 de Julho de 1860, por D. Pedro V. Filiado no Partido regenerador, passou, mais tarde para o Progressista, por ter querido acompanhar o Visconde de Melício, com quem tinha grandes relações de amizade. Em 1878 conseguiu para o Partido Progressista, uma relumbante vitória eleitoral sobre o candidato regenerador e deputado pelo círculo de Leiria. No ano seguinte, o governo progressista nomeou o governador civil do distrito, cargo que voltará a exercer dez anos mais tarde. Em 1884, em renhidíssimas eleições por ele organizadas, conquista um lugar na Câmara dos deputados, representando o círculo de Pombal. No ano da sua morte a Câmara Municipal de Leiria deu o seu nome à antiga Rua Direita e virá a colocar uma placa na casa onde faleceu, em 1895.
Eduardo Proença Mamede
In iii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30 €

José Manuel Martins Manso, 1º visconde de Vale Pereiro

terça-feira, 29 de março de 2016

quarta-feira, 20 de julho de 2011

DADOS GERAIS

Área: 942 ha
População: 70 habitantes
Património cultural edificado: Igreja Matriz, Capela S. Geraldo, Cruzeiro, Alminhas, Fonte Antiga com Bebedouro para Animais, Sede da Freguesia, Centro Social
Património Paisagístico: Fraga da Tecedeira
Festas e Romarias: Festas de S. Bartolomeu no 1º Domingo de Agosto, de S. Geraldo a 5 de Maio
Gastronomia: Enchidos de derivados de Porco, Alheiras, Chouriça, Salpicão, Queijo de Ovelha
Locais de lazer: Junto do Cruzeiro de Vale Pereiro
Espaços lúdicos: Campo de Futebol de Vale Pereiro
Artesanato: Queijo de Ovelha, Ferraria, Rendas, Bordados
Orago: Stº Apolinário
Principais actividades económicas: Agricultura, Pecuária, Olivicultura, Amêndoa, Cortiça
Colectividades: Centro Social e Paroquial de Vale Pereiro

HISTÓRIA

A freguesia de Vale Pereiro situa-se no extremo oriental do concelho de Alfândega da Fé, no limite com o vizinho concelho de Mogadouro. É delimitado a norte pela freguesia de Saldonha, a sul pelas freguesias de Alfândega da Fé e Vilar Chão, a ocidente por Agrobom e a oriente, como se disse antes, pelo concelho de Mogadouro. O seu povoamento remonta à pré-história. Algumas figuras rupestres que apareceram perto de Saldonha assim o comprovam. Para além disso, temos o recinto fortificado de Vale Pereiro, tipicamente castrejo. Locais que terão sido posteriormente romanizados, ou seja, terão recebido a presença dos romanos. Quanto ao topónimo que dá o nome à freguesia, Vale Pereiro deve estar relacionado com um factor geográfico, a sua integração num "vale", e com a flora dominante em tempos no seu território. Pereiro é o nome pelo qual é conhecida geralmente uma variedade de pereira e de macieira, cujo fruto oblongo e doce se chama pero. Até meados do século XIX, Vale Pereiro pertenceu ao concelho de Chacim. Estava então anexada a Agrobom, mas o desenvolvimento que conseguiu levou à sua independência municipal. Com a extinção de Chacim, passou para o concelho de Alfândega da Fé. Em termos de património edificado, começamos por mencionar a Igreja Paroquial de Santo Apolinário. Em 1724, foi colocado o cruzeiro no centro da povoação. Menção ainda para a Capela de S. Geraldo.

terça-feira, 19 de julho de 2011

CASTRO,

Município de Alfândega da Fé - Concelho - Património - Castro de Valpereiro
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A MOURA DAS CASAS BRANCAS

Há uma moura encantada a tecer em tear de oiro nas Casas Brancas, termo de
Vale de Pereiro [concelho de Alfândega da Fé]. Estas casas, muitíssimo pretas, por
sinal, são os alicerces de uma aldeia mourisca. Percebem-se ali os restos de algumas
casas, que não puderam ser acabadas por causa da expulsão dos mouros.
Ali ficou uma moura encantada em horrorosa serpente, e se algum mortal tiver
coragem e tempo de dizer certas palavras sacramentais, a cobra desaparecerá para dar
lugar a uma moura.
Fonte: VILARES, João Baptista (apud ALVES, Francisco M. –
Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança, vol.
IX, Porto, 1934, pp. 491-492).

sexta-feira, 17 de junho de 2011

quarta-feira, 8 de junho de 2011

DESCRIÇÃO

Vale Pereiro tem actualmente 135 eleitores e é uma localidade antiga. Não pudemos apurar a data em que passou a freguesia, mas sabe se que em 1530 pertencia ao concelho de Castro Vicente e tinha 23 moradores", número então suficiente para que fosse freguesia autónoma, já que na mesma data a vizinha Saldonha possuía apenas 12 moradores; no final do século XVIII possuía cerca de 150 habitantes, mais ou menos os que tem agora e cuja ocupação é igualmente a agricultura, sobretudo o olival, e a extracção de cortiça. O interior da igreja Matriz merece ser visitado, possuindo vários altares em talha; nas proximidades da aldeia existe uma ermida dedicada a S. Geraldo, de construção muito antiga. Na freguesia existem vestígios de povoamentos antigos, nomeadamente no local designado por "casinhas brancas" onde se observam ruínas de construções a que se atribuiu origem moura. Não sabemos como poderá provar se este facto mas, a ser confirmado, constituiria o único vestígio dos mouros em matéria de construção na área deste concelho. Realiza se uma festa em honra de S. Bartolomeu, no 1° Domingo de Agosto.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Castro de Valpereiro

Castro de Valpereiro

domingo, 27 de setembro de 2009

ARRAIAL: SÃO BARTOLOMEU (24 Agosto)

Arraial 1º fim-de-semana de Agosto

ORAGO SANTO APOLINÁRIO


VISTAS PANORÂMICAS


Capela particular


Santo António

ESCOLA PRIMÁRIA


CAPELA SÃO GERALDO











CAPELA DE SÃO GERALDO
Não há certezas sobre a data da sua construção. Encontra-se localizada no alto da ribeira do Vau a uma distância de 1,5 km da povoação.
 Festa de São Geraldo
Realiza-se a 5 de Maio.
 http://www.terralusa.net/index.php?site=188&sec=part7

FONTES




CRUZEIRO (1724)


Alminhas

Alminhas
Nicho

ESTAÇÃO RODOVIÁRIA

IGREJA MATRIZ DE VALPEREIRO